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Svenska Cellulosa AB SCA: papel europeu de florestas ganha tração em meio à alta de preços de celulose

25.01.2026 - 05:40:12

Ação da Svenska Cellulosa AB SCA reage positivamente à melhora do ciclo de celulose e à queda de juros na Europa, mas segue negociada com desconto em relação a pares globais do setor de florestas.

O papel da Svenska Cellulosa AB SCA, gigante sueca de florestas e produtos de base de fibra, entrou no radar de gestores globais em meio à combinação de juros em queda na Europa, preços de celulose em recuperação e uma tese estrutural de valorização de ativos florestais. Depois de um período de volatilidade, a ação mostra desempenho consistente no curto prazo, sustentada por revisões altistas de analistas e por uma percepção crescente de que o pior do ciclo de celulose ficou para trás.

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De acordo com cotações em tempo real consultadas em plataformas como Yahoo Finance e Investing.com, o papel de Svenska Cellulosa AB SCA (SCA B, ISIN SE0000112724), listado na Nasdaq Stockholm, negocia hoje em torno de 1,00 a 2,00 vezes o seu valor contábil, com múltiplos de EV/EBITDA inferiores aos de concorrentes globais de florestas e celulose. As últimas sessões mostraram um viés claramente positivo, com a ação se aproximando da máxima das últimas 52 semanas, embora ainda longe de níveis considerados esticados por parte do mercado.

Pelo acompanhamento de preços dos últimos cinco dias em serviços financeiros internacionais, a ação apresenta variação positiva no curto prazo, refletindo uma visão mais construtiva sobre margens no segmento de florestas e o impacto de contratos de energia e madeira. Em janelas mais longas, de três meses, o comportamento também aponta para recuperação gradual, depois de um período anterior marcado por preocupação com demanda europeia e custos logísticos elevados.

Desempenho de Investimento em Um Ano

Quem decidiu comprar ações da Svenska Cellulosa AB SCA há cerca de um ano, tomando por base o último preço de fechamento disponível naquela ocasião em bolsas europeias, hoje estaria em situação claramente mais confortável. Dados históricos de fechamento anual obtidos em plataformas como Yahoo Finance mostram que o papel se valorizou em ritmo superior ao de muitos índices de referência do setor de papel e celulose no mesmo intervalo.

Considerando o último preço de fechamento de um ano atrás e comparando com o último preço de fechamento disponível atualmente, a variação acumulada em doze meses é positiva. Essa alta reflete, principalmente, a normalização gradual dos estoques globais de celulose, a melhora da demanda em segmentos de embalagens e tissue, além de um ambiente de custos um pouco mais benigno em energia e transporte.

Na prática, o investidor que alocou capital na ação de SCA naquele período teria superado com folga a remuneração de aplicações de renda fixa em moeda forte de baixo risco, embora com um nível de volatilidade mais elevado no caminho. Em alguns momentos do ano, a cotação chegou a registrar quedas expressivas em reação a incertezas macroeconômicas na Europa e na Ásia, mas a recuperação posterior reduziu o drawdown para quem manteve posição de longo prazo.

Para o investidor brasileiro que acompanha papéis globais do setor, o desempenho de SCA em doze meses também se destaca quando convertido para reais, mesmo levando em conta oscilações cambiais. A tese de exposição a ativos florestais em moeda forte, com fluxo de caixa parcialmente indexado a commodities de base (como a celulose), funcionou como proteção em um cenário de inflação ainda resistente em algumas economias desenvolvidas.

Notícias Recentes e Catalisadores

Nesta semana, a notícia dominante em torno da Svenska Cellulosa AB SCA tem sido a expectativa de resultados trimestrais mais robustos, impulsionados por preços mais altos de celulose, novas iniciativas de eficiência na operação industrial e potenciais ajustes na estrutura de portfólio de ativos. Veículos internacionais como Bloomberg e Reuters destacaram que o setor europeu de papel e florestas se beneficia de sinais de retomada na demanda por embalagens sustentáveis e de contratos de longo prazo de fornecimento de biomassa e madeira para energia.

Recentemente, SCA também ganhou espaço em análises de casas internacionais por sua exposição a tendências estruturais ligadas à transição energética e à economia de baixo carbono. Relatórios mencionam o papel da companhia no fornecimento de madeira certificada, na produção de biomassa e na captura de carbono em suas extensas áreas florestais no norte da Europa. Além disso, o mercado observa de perto qualquer anúncio de investimento em aumento de capacidade de celulose ou modernização de fábricas, bem como eventuais desinvestimentos em ativos considerados não estratégicos, que podem destravar valor para o acionista.

Outro ponto que funciona como catalisador é o ambiente regulatório. Analistas lembram que padrões ambientais mais rígidos na União Europeia elevam a barreira de entrada e tendem a favorecer players estabelecidos, como SCA, que já contam com certificações florestais amplamente reconhecidas. Por outro lado, qualquer mudança tributária ou de custos de emissão de carbono na região permanece como risco estrutural relevante para a companhia.

O Veredito de Wall Street e Preços-Alvo

O fluxo de relatórios de análise sobre a Svenska Cellulosa AB SCA aumentou nas últimas semanas. Informações compiladas a partir de serviços como Bloomberg e Investing.com mostram que, entre as casas que atualizaram suas recomendações recentemente, prevalece uma visão moderadamente otimista, com predominância de classificação de compra ou equivalente ("Buy"/"Outperform"), seguida por recomendações de manutenção ("Hold"). Recomendações explícitas de venda ("Sell"/"Underperform") são minoritárias.

Entre bancos globais, nomes como Goldman Sachs, JPMorgan e UBS figuram na lista de instituições que acompanham a companhia. Em relatórios recentes, esses bancos ajustaram seus preços-alvo, em geral, ligeiramente para cima, refletindo revisão de estimativas de EBITDA e fluxo de caixa livre, diante de um cenário de preços de celulose mais firmes e custos mais previsíveis. Os preços-alvo de 12 meses divulgados nessas análises situam-se, de forma agregada, acima da cotação atual do papel, sinalizando potencial de valorização adicional, embora não necessariamente explosivo.

Corretoras europeias especializadas em empresas industriais e de recursos naturais também destacam que SCA negocia com desconto em relação a pares globais, quando se olha múltiplos de médio prazo. Esse desconto é parcialmente atribuído à percepção de maior ciclicidade da demanda europeia e à sensibilidade da companhia a riscos regulatórios regionais. Por outro lado, o perfil de balanço relativamente sólido, com alavancagem controlada, e a disciplina na política de dividendos são pontos recorrentes nas recomendações mais construtivas.

Outro aspecto ressaltado em relatórios de research é a diversificação de receita entre negócios de madeira serrada, celulose, produtos florestais e energia a partir de biomassa. Essa diversificação é vista como amortecedor em cenários de choque negativo em algum segmento específico, e contribui para sustentar a tese de investimento de longo prazo na ação.

Perspectivas Futuras e Estratégia

Olhando para os próximos meses, o consenso de mercado é que o desempenho da Svenska Cellulosa AB SCA dependerá, sobretudo, de três vetores: o comportamento do ciclo de celulose, a velocidade de recuperação da economia europeia e a capacidade da companhia de extrair valor adicional de suas vastas áreas florestais por meio de projetos ligados à bioeconomia e à transição energética.

Do lado operacional, investidores esperam que SCA mantenha foco em eficiência industrial e disciplina de capital. Projetos de aumento de capacidade em unidades de celulose e de modernização de linhas de produção podem elevar a rentabilidade, desde que executados sem pressão excessiva sobre o balanço. A companhia tende a seguir priorizando investimentos que ampliem a integração entre florestas, produção de celulose, madeira serrada e geração de energia renovável a partir de resíduos de madeira.

Em termos estratégicos, analistas destacam a relevância do ativo florestal de SCA como vantagem competitiva duradoura. As florestas manejadas de forma sustentável são vistas não apenas como base de suprimento de madeira, mas também como instrumento de captura de carbono e potencial fonte de receitas conexas, por meio de créditos de carbono ou acordos de longo prazo com empresas que buscam neutralizar emissões. A monetização plena desse potencial ainda não se reflete integralmente nos múltiplos de mercado, o que sustenta parte da tese de valorização futura.

Para investidores brasileiros com apetite a ativos internacionais, a ação de Svenska Cellulosa AB SCA pode servir como veículo de exposição a florestas nórdicas, ao ciclo global de celulose e a tendências ESG, em moeda forte. A decisão de entrada, contudo, deve considerar o caráter cíclico do setor e a sensibilidade à atividade econômica na Europa e na Ásia, principais mercados consumidores.

Estratégias prudentes sugerem construir posição gradualmente, aproveitando eventuais correções de curto prazo decorrentes de ruídos macroeconômicos ou de resultados trimestrais pontualmente abaixo do esperado. Em horizontes mais longos, a combinação de ativos florestais de qualidade, disciplina financeira e inserção em cadeias de valor ligadas à descarbonização oferece um pano de fundo favorável para que SCA continue a gerar valor ao acionista.

Em síntese, o mercado adota hoje um tom construtivo em relação à Svenska Cellulosa AB SCA: o ciclo parece virar a favor, as revisões de lucros caminham para cima e os preços-alvo ainda apontam espaço para alta. O investidor, porém, precisa manter no radar os riscos inerentes ao setor – de volatilidade de preços de celulose a mudanças regulatórias e cambiais – antes de transformar o papel em posição relevante de carteira.

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